LIVRO II, Confissões. Agostinho de Hipona
1–3. A adolescência (Parte I)
I. Desordens da juventude
1. Intenção da confissão: rememorar o passado não por nostalgia, mas por amor a Deus e arrependimento. A dispersão interior e o distanciamento de Deus. Desejos terrenos, busca de prazeres e “amores vários” que afastavam o jovem Agostinho do amor verdadeiro.
II. Sob a ação da carne
2. A irrupção da libido na puberdade: força desordenada que confunde a alma e domina o coração.
3. A incapacidade de ouvir Deus: Deus advertia por sinais e desgostos, mas Agostinho não queria escutar.
4. A entrega à sensualidade aos 16 anos, sem orientação dos pais — que priorizavam os estudos ao cuidado moral.
III. Nas praças de Babilônia
5. Deslocamento para outra cidade e interrupção dos estudos; contradições na educação dada pelos pais.
Reação dos pais à adolescência:
6. A mãe teme pela sua pureza. O pai se alegra pela puberdade, mas descuida da alma do filho.
7. Conselhos da mãe sobre evitar a fornicação e o adultério — ignorados pelo jovem, que tinha vergonha de obedecer.
8. Avanço progressivo nas “prisões da carne”; a mãe hesita em casá-lo para não prejudicar os estudos.
4–10. O prazer de praticar o mal (Parte II)
IV. História de um furto
9. Episódio da pereira: roubo feito sem necessidade, sem fome, sem interesse real. O prazer estava no ato de roubar, no gesto em si, no “troféu do delito”.
V. A causa ordinária do pecado
10. O apelo dos sentidos e das coisas belas da criação. O perigo de desejar bens inferiores e afastar-se do Sumo Bem.
11. Reflexão sobre justificativas habituais do mal: o homem erra não por amar o mal, mas por buscar, de modo desordenado, algum bem.
VI. A alegria do mal
12. Pergunta central: o que Agostinho amou quando roubou?
13. Contraste entre atributos divinos e vícios humanos: soberba vs. sublimidade; ambição vs. honra verdadeira; curiosidade vs. sabedoria divina etc.
14. O pecado nasce da tentativa de imitar perversamente Deus, buscando uma liberdade que só Ele possui.
VII. O perdão
15. Reconhecimento da própria natureza finita.
VIII. O prazer da cumplicidade
16. Ação coletiva: sozinho, Agostinho não teria roubado. A “fricção das almas”: metáfora para o contágio moral do grupo.
IX. O riso da maldade
17. Prazer em rir junto dos companheiros.
X. Quero a luz…
18. Visão retrospectiva da adolescência como estado de alienação de si e de Deus.